Vitória contou que em sua escola tem crianças com deficiência e que ela gosta de todas, pois sua mãe ensinou que não se deve ter preconceitos com as pessoas e tratar a todos com muito carinho. Disse também que tem uma criança que faz tratamento na APAE no período contrário às aulas.

Pedro disse que seu amigo João Paulo é mesmo muito especial, e que apesar de usar cadeira de rodas isso não impede que brinquem juntos no intervalo das aulas.

Giovana e Juliana são amigas de classe. Apesar da deficiência de Juliana, Giovana disse que gosta muito da amiga, pois ela é muito carinhosa e simpática com todos na escola e que também gosta de ajuda-la quando necessário.

Entrevista com a Prof.ª Laura Briano dos S. Batista

Quais foram suas motivações para se dedicar à educação inclusiva?

 A minha motivação inicial foi que ser professora é muito mais que apenas transmitir conhecimento, é levar a criança a viajar pelo mundo do conhecimento, quebrar paradigmas, ter a oportunidade de formar cidadãos críticos e reflexivos.

Resolvi envolver-me com o universo da Educação Especial em 2009, quando fui trabalhar como professora de Creche na Rede Municipal de Americana, mais especificamente em uma sala de maternal lII, e comecei a trabalhar e observar o desenvolvimento dos alunos.

 Quais desafios enfrentou ao lidar com alunos com alguma necessidade especial?

 Um aluno me intrigava, pois percebia que precisava dar mais atenção a ele, e eu não conseguia, talvez por falta de conhecimento e experiência.

Com o objetivo de ajudar meu aluno, decidi fazer Pós Graduação em Educação Especial, a partir daí não parei mais de buscar conhecimento nesta área, fiz um curso de Extensão/ Aperfeiçoamento em Estratégia pedagógica para o aluno com Deficiência Mental, e outro curso de Aperfeiçoamento em Atendimento Educacional especializado para alunos surdos, em seguida uma Pós Graduação em Tradução e interpretação de Libras.

Hoje sou professora de Educação Especial na cidade de Americana na sala de (AEE), Atendimento Educacional Especializado através de concurso público, e sou responsável pela inclusão de alunos com necessidades especiais e com isso tenho a oportunidade de auxiliar diretamente alunos e professores. É de suma importância que a formação dos profissionais para atuação na área da educação inclusiva, conte com um aprofundamento teórico e especializado no que se refere ao tipo de necessidade apresentada pela criança. Diante desta imensa tarefa, os profissionais da educação têm a responsabilidade contínua de que não basta apenas ser capacitado, a inclusão requer um pouco mais, com isso busca-se não só a integração do aluno “diferente”, mas a concepção de que é a escola que deve adequar-se ao aluno. É um processo em que todos os profissionais devem estar engajados e focados, para que a inclusão aconteça verdadeiramente.